Olá, olá!

Hoje vou entrar no mundo do cinema, das caracterizações. Isso porque o trabalho de imagem pessoal pode ser realizado com inúmeros fins e um deles é a caracterização de personagens. Adaptar

o cabelo, a maquiagem e os ângulos na tomada de cena de acordo com a personalidade do personagem permite que o telespectador reaja emocionalmente às cenas e facilita o envolvimento com o filme, novela ou seriado.

Hoje eu escolhi falar sobre os vilões, não aqueles que metem medo de tão mal que parecem, mas daqueles que metem medo pela instabilidade. Você olha para eles, eles dão um sorriso, e você fica esperando o momento em que esse humor vai mudar. O medo que eles criam vem através da ansiedade, da desconfiança que é gerada em nós.

Vamos verificar a seleção?

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Olhando todos os nosso “queridos”, podemos perceber similaridades nos traços e na forma com que o rosto é apresentado para o telespectador:

– sempre com um olhar vindo de baixo para o alto, como um cão desconfiado, pronto para atacar;

– a maquiagem (sim, a maquiagem), a barba feita de forma a criar um queixo mais fino ou ainda o uso de um cavanhaque, expressando instabilidade.

– cabelos compridos, de forma a acrescentar volume à parte superior do rosto, ajudando a criar um aspecto de rosto “triângulo invertido” (que além da instabilidade, expressa ainda introversão e impaciência);

– a atenção geralmente direcionada à testa, nos diz que são personagens que impõem seus pensamentos, difíceis de serem convencidos a mudarem de opinião, alguns até imaginativos e analíticos.

E aí, reconhece alguma similaridade entre o significado da imagem criada e o comportamento desses personagens? Muitas certo? Eles mudam de humor rapidamente, mantém seus pensamentos sobre o herói intactos, tentam convencer o herói a mudar de posição.

Quando assistimos ao filme, tudo isso é processado pelo nosso cérebro, que utiliza uma resposta emocional super rápida, baseada nos sentimentos que as linhas e as formas transmitem. Assim, acompanhar ao filme com um bom trabalho de caracterização atribui mais fluidez e complementa a experiência do telespectador.

Todos nós fazemos isso o tempo todo, com os lugares que conhecemos, as pessoas, os animais. Aquela chamada “sensação” de que algo é bom ou não, agradável ou não, antes mesmo de experimentarmos.

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